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Simplesmente mulher

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Sobre as manhãs

  Todas as manhãs, preciso daquela rebeldia boa,  da coragem para enfrentar meus temores,  da vontade para seguir e fazer o que precisa ser feito. Todas as manhãs, preciso daquela ousadia para sorrir,  porque sei que tudo pode mudar de uma hora para outra,  sem aviso prévio, mas mesmo assim,  pensar que pode ser para melhor.  Nem toda mudança é perda. Todas as manhãs, preciso daquele impulso de sobrevivência  que me faz levantar da cama para vencer a inércia do meu corpo,  saber que a vida não vive sem ação.  Todas as manhãs, preciso de um momento só meu  para ter certeza de que acordei e de que tudo  não passou de um sonho, apenas ensaio do que pode vir, do que pode ser  e por um curto espaço de tempo. Todas as manhãs, eu agradeço,  porque elas indicam que mais uma noite passou  e o mundo permanece no lugar,  apesar de nossas transgressões contra ele. Todas as manhãs mostram as misericórdias de De...

Conhecendo a Cristo em meio a depressão

  Um dos motivos que me levam a ser cuidadosa com minhas leituras é a crença de que a literatura influencia nossas vidas, o modo como vemos o mundo. No livro O sorriso escondido de Deus ( PIPER, 2002), o pastor John Piper fala um pouco sobre o gosto especial que ele próprio nutre pela poesia, exemplificando o assunto, Piper mostra um pouco da vida de William Cowper, compositor e poeta cristão do século XVIII.     Piper fala sobre a vida conturbada de Cowper e de como ele conheceu a Cristo em um lugar nada convencional. Geralmente ouvimos que pessoas conhecem a Cristo em igrejas, campanhas evangelísticas, através de pregações via rádio, etc. Cowper conheceu a Cristo em um hospital psiquiátrico, e por incrível que pareça, Deus não o curou da depressão, esse foi seu “espinho na carne”. Assim como Deus permitiu que o poeta convivesse com a depressão, algumas questões não desaparecerão porque pedimos, o Senhor deixará que lutemos e aprendamos com elas todos os dias; não co...

O dia em que tudo mudou...

  Poucos dias na vida serão significativos de verdade, como o dia em que você se deu conta do grande amor da sua vida, como o dia em que você realizou aquele sonho ou o dia do seu primeiro beijo. Há também dias que são significativos pela carga de sofrimento que eles trazem; poucas vezes na vida tive vontade de me afogar em meu próprio choro, poucos dias na vida tive vontade de desaparecer, mas nada foi comparado ao mês de maio, dia 24; naquele dia em especifico, eu lembro de acordar pensando na consulta, na ultrassom, queria ver meu bebê, eu sabia que algo estava errado, mas nunca imaginaria que fosse tão grave. Todos já sabem, foi o dia em que descobri que meu bebê tinha pouca expectativa de vida, aquele dia foi um divisor de águas em nossas vidas, nunca mais seria a mesma coisa, nunca mais seríamos os mesmos. Poucos acontecimentos na vida serão divisores de águas, poucos dias marcarão sua história. Lembro daquele dia em especial porque ele mudou todos os planos, todas as rotas...

Confessando meus anseios

  Sabe aquele dia que você está cansado até de você mesmo!? Pois bem, muitas vezes também me sinto assim, parece que a vida não anda como eu gostaria. Sou daquelas pessoas que nunca se contenta com o que já alcançou, parece que aquilo de que preciso está sempre longe, acredito que não luto sozinha contra esses sentimentos. Se tem algo que devo agradecer a Deus é que ele sempre fala comigo através da sua palavra nos bons e maus momentos da caminhada. Ultimamente, pensando sobre formas de melhorar e mudar perspectivas, Deus trouxe uma palavra consoladora ao meu coração, geralmente usamos esses versículos para evangelismo, mas Deus me levou mais uma vez ao seu colo com o seguinte trecho: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. ( Mateus 11:28-30 ). Era assim mesmo que ...

Nossa liberdade religiosa está sendo ameaçada?

A constituição de 1988 em seu artigo 5° diz: “ Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: VI -  é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias (...)”.  Veja que o primeiro direito inviolável é o direito à vida, não precisamos ser juízes ou advogados para entender que só podemos gozar dos outros direitos se estivermos vivos, se existirmos; desse modo, o direito à vida se sobrepõe aos outros direitos. Feitas essas considerações, observemos agora o inciso VI: 1.     Temos “(...) a liberdade de consciência e de crença”. Em nosso país ninguém está sendo preso ou acusado de “traição” por ser cristão, podemos diz...

A guerra começa quando você já fez tudo.

Nossas batalhas têm sido intensas, nos sentimos como guerreiros que passaram muitos dias longe de casa, recebemos más notícias quase a todo instante, são problemas econômicos e de saúde, há momentos que nosso mundo parece desabar. Lembro que me senti sem chão quando estive com Mírian no hospital, eu não descansava e quando a fraqueza física tomava conta de mim, eu dormia em qualquer lugar, jogada numa cadeira ou outra. Eu não imaginava que a batalha mais difícil viria depois, quando “o sangue esfriasse”; ao voltar para casa com os braços vazios, me dei conta do grande mar que havia à minha frente. Nunca entendi muito bem o que o versículo de Efésios 6: 13 queria dizer com “(...) havendo feito tudo, permanecer firmes ”, porém depois que as grandes ondas de medo e tristeza passaram, veio exatamente a imagem do caos; como prosseguir se parecia que as ondas haviam levado nossa fé e nossas forças junto com o furacão? Foi aí que compreendi que você precisa permanecer firme quando tudo acab...

Jesus entre outros deuses: uma defesa da singularidade da fé cristã. Ravi Zacharias. São Paulo: Vida Nova, 2018.

  Em Jesus entre outros deuses: uma defesa da singularidade da fé cristã, Ravi Zacharias apresenta de forma clara e consistente uma defesa da singularidade da fé cristã; com base nas afirmações de Jesus nos evangelhos, mostra quais diferenças existem entre a cosmovisão islâmica, hinduísta e budista. Nascido na Índia, ao lado de nomes como McDowell e Craig, está entre os maiores apologistas da contemporaneidade. A obra em análise obteve a primeira publicação pela editora Vida Nova em 2018 e possui um total de 272 páginas, divididas em sete capítulos, onde se argumenta sobre a singularidade e a veracidade das afirmações de Jesus sobre si. Zacharias nos apresenta uma escrita cheia de exemplos da vida cotidiana, pois parte do princípio que a teologia de um indivíduo é revelada muito mais por seu modo de vida que por suas palavras nos discursos religiosos. Por transitar entre o “oriente” e o “ocidente”, logo na introdução temos críticas ferrenhas a respeito da prática de se enaltece...

SIMPLESMENTE MULHER: O DESFIO DE SER CRISTÃ

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