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Simplesmente mulher

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Crente raiz




Sabemos que muitas aflições acompanham os santos nesta caminhada. Não devemos estar apreensivos, nem preocupados, porém isso não deve abrir espaço para adotarmos uma postura irresponsável diante dos acontecimentos. Em “Nas Chamas por Cristo”, temos relatos de homens e mulheres que não negaram sua fé, não se acovardaram; isso não quer dizer que procuravam um carrasco para ter a chance de provar sua fé, isso apenas quer dizer, que quando eram chamados para testemunhar, não hesitavam, testemunhavam mesmo à custa de suas cabeças.

Mais cedo ou mais tarde cada um de nós será chamado para testemunhar sobre a fé, pedirão a razão de nossa fé e o que teremos para testemunhar? Temos dificuldade de nos mantermos crentes porque não podemos estar nos cultos, que tipo de evangelho é esse que professamos? Muitos de nós não conseguimos orar sozinhos e achamos que demonstramos fé ao nos reunirmos em montões nas igrejas aos domingos. Será que nós como igreja, estamos preparados para o princípio das dores? Você estaria disposto a ver um carrasco afogar sua criança porque você se recusa negar Cristo? Essa história é a história da igreja, famílias foram queimadas e trucidadas por causa do evangelho e nós, crentes nutella, achamos que somos melhores que esses irmãos, que Cristo não deixará mal nenhum chegar à nossa “tenda”. Se dermos uma olhadinha no site “Portas abertas”, veremos o sofrimento e a vitória de nossos irmãos ao redor do mundo hoje. Nos profetas, vemos o próprio Deus corrigindo o seu povo através dos cativeiros, e há passagens que nos dessem ardendo pela garganta, como a que Deus diz para o povo, que está no cativeiro, orar pela paz da Babilônia:

“E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz.
Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhos, que sonhais;
Porque eles vos profetizam falsamente em meu nome; não os enviei, diz o Senhor.
Porque assim diz o SENHOR: Certamente que passados setenta anos em babilônia, vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar. Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.

Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei.
E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.
(Jeremias 29:7-13).

A gente só gosta do último versículo, mas deveríamos compreender a situação, o povo estava no cativeiro, longe de suas casas; Deus manda que orem porque a paz da cidade seria paz para eles e que não se preocupassem, pois o cativeiro seria longo. Imagina se fosse conosco?!

Em Roma, os cristãos que estavam debaixo de perseguição se reuniam em catacumbas para fugir da morte e adorar a Deus, mas quando eram pegos, não negavam. Hoje achamos ruim não ir à igreja, mas será que é pela comunhão ou é pela falta do altar dentro de casa? Um dia desses na escola dominical, perguntei: “você seria crente sem igreja?”, “é possível ser crente sem igreja?”; o coronavírus está nos forçando a responder. Somos igreja, onde você estiver ali está a igreja. Tem gente desesperada porque os templos fecharam; alguns é porque perderam dinheiro, todos sabemos que muitos templos existem devido o comércio da fé e nisso não há inocentes, uns querem o milagre e pagam por isso, simples assim. Ser crente em Cristo é uma caminhada longa e muitos entram pela porta mais fácil, não importa se Deus ou o diabo, resolvendo o problema é o que importa.

Agora é a hora de fazermos como Daniel que orava com as mãos levantadas na direção de Jerusalém. Observe que Daniel não foi encarar o rei e “dá uma de crente raiz”, ele era raiz, continuou orando e se curvando na presença Daquele que domina todas as coisas. Não estamos impedidos de orar, devemos tomar os cuidados que são necessários e continuarmos adorando. Se nos pedirem contas da nossa fé, devemos estar preparados para o que quer que nos façam. Daniel foi para a cova de leões, e nós? Estamos dispostos a ir para onde? Quando tudo voltar, espero que tenhamos mais união em nossas congregações e não precisemos explicar, pelo menos por enquanto, a necessidade de nos reunirmos no templo. Enquanto isso não acontece, ore em casa, evangelize nas redes sociais, pare de brigar por política e fale mais de Cristo. Tem gente em desespero e nós temos a solução, Jesus é a solução. Façamos a nossa parte, cuidemos dos nossos, ajudemos os irmãos que estão com necessidade e o Senhor, no momento certo, nos tirará dessa situação.

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