A psiquiatra fez essa pergunta e de pronto respondi, para me aceitar! Hoje Quero mudar o verbo, o diagnóstico veio para eu me perdoar, para que eu tenha mais compaixão de mim mesma, para que eu me entenda.
Quero me perdoar por não ter passado nas entrevistas de emprego, nas entrevistas de mestrado, eu fiz o melhor que pude.
Quero me perdoar por ter passado grande parte da minha juventude me odiando, me perdoar por ter sido uma adolescente tão estranha, tão sem jeito, tão inadequada no vestir, no falar, no agir.
Quero me perdoar por ter sentido tanto tudo, as palavras, os gestos, as pessoas, por fazer todo dia a mesma coisa e não entender que excelência é algo importante para mim, e só.
Quero me perdoar por ouvir o que ninguém ouve, por me incomodar com o que não incomoda ninguém, me perdoar por ter uma mente tão carregada que não me deixa dormir, me perdoar pelas horas em silêncio com leituras que me tiraram do convívio pele a pele.
Quero me perdoar por ter pensado que Deus me fez errado, eu não entendia. Por ter sido intolerante com o diferente de mim, eu me perdoo e me esforço para entender que o mundo preto e branco é meu, do oito ao oitenta em poucos segundos sou eu.
Enfim, o diagnóstico tardio nunca é tardio se faz você significar os pedaços de sua própria biografia, é um novo ponto de partida para melhorar, para recomeçar como filho de Deus.
Se você me conhece, não preciso dizer qual é meu diagnóstico. ; )
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